07/11/07

DI-LA NUA, DI-LA CRUA

"Despe os artifícios com que vestes as palavras
Despe-as de pudor, de rubor,
De frases feitas comme il faut
Não as enredes em mistérios,
Sentidos figurados,
Floreados.
Di-la nua, di-la crua.
Sexo erecto, Sexo desperto,
E dura sente
Palavra e amor!
Diz do amor verdade,
Do amor desejo,
Do amor físico
Insuportável,
Do amor corrente
Incontrolável.
E dá-me a palavra pura.
E depois de todas as palavras".

1 comentário:

Anónimo disse...

"As palavras estão muito ditas e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.

Não me digas que há futuro nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas".